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Tickles International School
Cambridge Early Years & Primary
Edição 5 · Set 2026 · Semana 5

A música que
nos comove

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Edição 5 · Set 2026 · Semana 5
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Geral

Usar melhor, não usar mais

Quando as calculadoras entraram nas salas de aula, houve quem temesse que nenhum aluno voltasse a saber fazer uma conta de cabeça. Como professor de Matemática, posso garantir que as contas sobreviveram. Mudou, isso sim, aquilo que passámos a pedir aos alunos: menos tempo a calcular, mais tempo a perceber o que se está a calcular e porquê.

Com a tecnologia de hoje, a pergunta repete-se, agora mais depressa e com mais ruído. Tablets, plataformas, inteligência artificial: tudo chega à escola ao mesmo tempo, e é natural que pais e professores se perguntem se estamos a ganhar ou a perder.

As oportunidades são reais. Um aluno pode hoje aceder a recursos que há poucos anos estavam fora do alcance de qualquer escola, rever uma matéria ao seu ritmo, criar um vídeo, um trabalho de investigação ou uma apresentação em vez de se limitar a copiar um resumo. Um professor pode acompanhar melhor quem precisa de mais apoio e desafiar quem precisa de ir mais longe. Bem usada, a tecnologia aproxima o ensino de cada aluno.

Os desafios são igualmente reais. A atenção tornou-se um bem escasso, disputado por notificações que não foram desenhadas para ajudar ninguém a estudar. A facilidade de obter uma resposta pode dispensar o esforço de a procurar, e é nesse esforço que muitas vezes se aprende. E a organização do estudo, que sempre exigiu treino, exige-o ainda mais quando tudo está a um toque de distância.

Por isso, a questão que nos ocupa não é usar mais tecnologia, é usá-la melhor. A inovação só faz sentido quando melhora verdadeiramente a aprendizagem. Isso implica ensinar os alunos a escolher a ferramenta certa para cada tarefa, a desconfiar da primeira resposta, a verificar, a assumir a autoria do que produzem. No desporto, o melhor equipamento nunca substituiu o treino; na escola, o melhor ecrã também não substitui o pensamento, nem o professor que o provoca.

A escola e a família não competem; completam-se. Deixo uma sugestão para esta semana: perguntem aos vossos filhos que ferramentas digitais usam para estudar, para quê e como confirmam se aquilo que encontram está certo. É uma conversa simples, que lhes mostra que o que pensam conta mais do que aquilo que copiam.

Porque acreditamos que educar é preparar para a vida. Contem connosco.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Geral

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Geral
IV
Inês Villas-Boas Martins
Coluna de Opinião

A música que nos comove

A palavra música vem do grego mousiké, a arte das Musas. Emoção vem do latim emovere, que quer dizer, à letra, «pôr em movimento», «mover para fora». Juntemos as duas e talvez tenhamos a melhor definição de música que conheço: uma arte que nos põe em movimento por dentro. Não é por acaso que dizemos que uma canção nos comove.

Qualquer pai ou mãe já o viu acontecer. Um bebé que chora e acalma ao ouvir uma canção de embalar, sempre a mesma, cantada pela mesma voz. Uma criança de quatro anos que não consegue explicar porque está triste, mas escolhe, sem hesitar, a música mais lenta da lista. Um grupo de alunos que entra na sala agitado e sai, dez minutos e um refrão depois, a rir. O que se passou ali? Ninguém deu uma ordem, ninguém fez um discurso. Houve música.

As crianças sentem muito antes de saberem nomear o que sentem. A música dá-lhes um lugar onde pôr essas emoções: a alegria cabe num ritmo rápido, a saudade numa melodia lenta, a zanga num tambor tocado com mais força do que o necessário. E quando cantamos com elas, estamos a dizer-lhes, sem palavras, que aquilo que sentem pode ser partilhado.

Há ainda outra coisa, menos óbvia. Cantar em grupo obriga a ouvir os outros, a esperar a nossa vez, a acertar o passo. Quem já tentou cantar em coro com alguém desafinado sabe que é um excelente exercício de paciência. Na escola, a música ensina a respirar em conjunto, e isso vale muito para lá da aula de música.

A 1 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Música. Deixo uma sugestão simples: esta semana, em casa, perguntem aos vossos filhos que música ouviriam se estivessem contentes, e qual escolheriam num dia mais cinzento. É uma forma diferente de conversar sobre emoções, e é possível que aprendam tanto sobre eles como sobre a música de que gostam.

Não precisamos de ser músicos para educar com música. Basta cantar, mesmo desafinados. As crianças não nos pedem perfeição; pedem-nos presença, e de preferência com ritmo.

Naveguemos, então, ao som de outubro.

Inês Villas-Boas Martins · Diretora Pedagógica, Oceanus International School

Inês Villas-Boas MartinsDiretora Pedagógica, Oceanus International School
Nota: Esta é uma coluna de opinião, da responsabilidade de um autor convidado, diferente em cada edição. Todas as semanas, a coluna será renovada, trazendo uma nova voz, perspetiva e reflexão.
Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Música em família

A 1 de outubro assinala-se o Dia Mundial da Música. Cantar, ouvir e fazer música em conjunto é uma forma simples de estar juntos e, ao mesmo tempo, apoia o desenvolvimento da linguagem, da memória e da atenção. O Gabinete Psicopedagógico partilha consigo algumas sugestões para trazer mais música para o dia a dia da família.

Berçário / Creche

Cante para o seu filho nos momentos de rotina, como o banho, a muda da fralda ou a hora de dormir. Não é preciso afinação: a voz de quem cuida é o som que mais o acalma e ajuda-o a familiarizar-se com os sons da língua.

Pré-Escolar

Construam instrumentos com materiais de casa, como um frasco com arroz ou uma caixa com elásticos, e acompanhem canções com palmas e ritmos. Rimas e lengalengas são excelentes aliadas da linguagem e da memória.

1.º Ciclo

Criem uma lista de músicas da família: cada um escolhe uma canção e explica porque gosta dela. Se o seu filho aprende um instrumento, valorize o esforço e a persistência nos treinos, mais do que a perfeição.

Desejamos a toda a comunidade escolar uma semana com mais música e mais momentos partilhados.

Ementa da Semana

Ementa da Semana

Semana de 28 de setembro a 2 de outubro de 2026

Ementa Geral e VegetarianaAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoVegetarianoSobremesa
SegundaCreme de legumesMassa carbonara, salada de tomateMassa carbonara s/ bacon, salada de tomateFruta variada da época
TerçaCreme de nabo e cenouraFeijoadinha (s/ enchidos) c/ arroz, legumes salteadosFeijoadinha de seitan c/ arroz, legumes salteadosFruta variada da época
QuartaCreme de couve-flor e feijão manteigaBolonhesa de atum, salada de alface e rúculaBolonhesa de soja, salada de alface e rúculaFruta variada da época
QuintaCreme de nabo e cenouraAlmôndegas c/ esparguete, salada mistaAlmôndegas de legumes c/ esparguete, salada mistaFruta variada da época
SextaCreme de couve-flor e feijão verdeBacalhau espiritual, salada mistaSeitan gratinado c/ legumes e batatas, salada mistaFruta variada da época

Acompanhamento diário: legumes salteados ou salada, consoante o prato. Para mais informação sobre alergénios, contacte a nossa equipa.

Uma newsletter para viver o colégio bem de perto

Porque educar é um caminho partilhado, esta newsletter traz-lhe as notícias, as conquistas e o que vem a seguir, semana após semana.